Desvalorização das artes e da educação física
nas escolas... Numa só canetada! A Grécia e suas musas
abandonaram definitivamente a escola pública! (Marcos Guilherme)
Eu sempre respeitei a autonomia do pensamento
(Elvis Almeida)
As musas nunca gostaram de escolas: elas gostam
de bosques, de praias, de desertos e oásis. Escola são espaços de restrições,
de coerções, de direcionamentos sobre o que está estabelecido como saber. Na
escola não cabe a criação, nem a reflexão, apenas a apreensão e reprodução, e
musas não se reproduzem, inspiram e escapam. A escola tem a sua importância,
eu, sempre lhe fui reticente, não devoto a ela a educação plena de meus filhos,
só a formação instrumental... Nela nunca houve e jamais haverá espaço para o
pensamento autônomo, posto que o professor não é autônomo, não produz, enquanto
leciona, seu saber, representa a instituição e o saber que esta determina ser ensinado.
Ideologicamente sou contra a atual medida provisória, mas só ideologicamente. Não
fosse a obrigatoriedade, não colocaria meus filhos em escola alguma. Para serem
seres automonos é preciso que eu o seja e os faça circular por entre pessoas
autônomas extra muros da escola. Não podemos esperar que galinhas produzam
águias. Um país governado por um pato com ares de galo, não pode propor outra
educação que esta. Mas já estou em minha ideologia que sempre me informou que
escola é instrumento de sujeição não de liberdade. Musas nunca frequentaram
escola. E o meus modelos de educadores do pensamento autônomo (Sócrates e o
Galileu, Jesus de Nazaré) ensinavam em
praças e montes, pois seus ensinamentos nunca couberam em escola alguma...
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