Um
amigo meu, historiador e pesquisador, está estudando relatos de boçalidade
gratuita ao longo da história. Acho interessante que alguém se dedique a questão
tão pungente e hodierna. Contou-me, então, meu amigo um relato que ele jura ser
da Idade Média. Conta meu amigo que logo após a queda de Roma e a ascensão do
cristianismo, um grupo de cristãos nascente incomodado com a presença de
mulheres entre os discípulos e advogando que a missão de evangelizar tinha sido
atribuída apenas aos homens; que as mulheres deveriam dedicar-se apenas a
educação e oração doméstica; via em Maria, mãe de Jesus, e Maria Madalena,
figuras ameaçadoras à difusão da nova religião. Nasceu neste grupo uma
desconfiança a respeito de uma certa Dilma de Magdala, que andava organizando os
pobres e desvalidos em nome do Cristo. O piedoso grupo de homens, então, organizou
uma assembleia para defenestrar a dita Dilma de Magdala, pois “onde estava
escrito que Cristo havia enviado mulheres para evangelizar? Quem a autorizava a
prometer, em nome do bom Jesus, o reino aos pobres?”. Julgaram Dilma de Magdala
perniciosa às promessas de prosperidade, que o Cristo havia prometido a seus discípulos.
No calor da disputa contra a mulher, um mais acalorado, segundo meu amigo,
saiu-se com essa: “Em honra de Pôncio Pilatos, valoroso militar romano, pela
glória de Nosso Senhor Jesus Cristo, eu digo: apedrejai-a!” E acrescentou: “pena
que é feia, se não fosse, eu a estuprava”. Meu amigo é historiador sério, se negou a
dizer-me a fonte de suas pesquisas, mas eu tenho pra mim que ele anda é lendo a
Foia e a Óia. Penso, ainda, que aquele pastor que batizou o coiso, andou
bebendo foi desta tradição cristã! Só pode!!!
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