Destas
Olimpíadas saímos com uma certeza: Não somos pequenos, somos, por escolhas
políticas, escolhas que nos fazemos, apequenados. As olimpíadas ensinam-nos que
com investimento, podemos competir de igual com atletas do mundo todo, em
qualquer modalidade. Ao lado do esporte, a educação, a arte, a promoção social,
são os caminhos de uma nação soberana de verdade. Nosso apequenamento cotidiano
é descaso e conluio. Descaso para com a coisa pública; conluio de políticos
interesseiros e setores elitistas e reacionários, que submetem os serviços, e
equipamentos, o funcionalismo públicos ao sucateamento, ao loteamento, ao desrespeito
e à ineficiência (sim, a ineficiência do funcionalismo público é estratégia
política). Os interesses particulares não tornam o Estado enxuto, mínimo, o
apequenam. Nosso elitismo vagabundo nos apequena. Mesmo assim, demonstramos que
possuímos uma grandeza tal, que há de brilhar. Mas ser grandes não é uma sina,
não está escrito no livro universal. Ser grande é uma escolha e requer insistência,
resistência, luta. Se sem recursos, sem investimento, pudemos sair grandes das olimpíadas
(isto não se aplica à seleção masculina de futebol, que mesmo ganhando, ao
receber a premiação, mostrou-se pequena), com estudo, com formação, com
condições adequadas de desenvolvimento físico, mental, intelectual, poderíamos
ser maiores ainda: uma potência. A cada atleta, de cada modalidade esportiva,
agradeço o empenho, a dedicação, a grandeza com que nos representou. Estarem
nas olimpíadas, nas condições em que se encontram os nossos equipamentos e
investimentos em esporte já foi uma grande conquista. Novamente Obrigado! Agora
cabe a nós decidirmos se queremos trilhar rumos de grandeza ou manter-nos
apequenados, vendo o país ser desmontado para submeter-se a interesses puramente
econômicos de uma classe ignorante, mesquinha, submissa ao mercado, sob a
regência de um governo nefasto. A lição foi-nos dada. Devemos esperar às
próximas olimpíadas, para nos relembrar o quanto podemos ser grandes?
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