Brasilio despertou com dores de cabeça, tomou um analgésico: vida que segue. Passados dois dias, a dor de cabeça voltou, com ela, calafrios. Brasilio tomou uma dose reforçada do analgésico: a vida segue. “Persistindo os sintomas, procure um médico”. Foi o que Brasilio fez. O médico trocou o analgésico por antibióticos e requereu exames para um diagnóstico mais preciso. Brasilio veio a óbito dias depois, enquanto aguardava nova consulta. A autópsia constatou que Brasilio morrera envenenado por mercúrio. Há dias, Brasilio vinha consumindo um determinado alimento contaminado com o produto. Esta parábola trata de nossa sociedade e do papel da educação e da polícia no estágio em que ela se encontra. O professor nesta história é o analgésico, a ação policial o antibiótico. Vamos tocando a vida, mesmo já cientes da autópsia.
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