Devo
confessar, o juizeco da republiqueta de Curitiba me foi útil. Seu pouco trato
com a língua me fez rever meus textos: É! eu também maltrato, e muito, a norma
culta. Descontado o arraigado habito de trocar l por r na escrita, e não pronunciar
palavras com “lh” ou terminadas em “ia” corretamente, que me torna um sujeito
silente, eu percebo que preciso estar mais atento ao uso da vírgula, para não
separar o sujeito da ação, à concordância verbal, ao uso correto do tempo
verbal, à ortografia, à sintaxe. Não chego a ser grotesco, mas a norma culta
sofre muito comigo. E para quem tem a pretensão de se tornar escritor, respeito
à gramática é o mínimo que se espera, como se espera de um juiz parcialidade e
respeito ao regramento processual. Tirado o favor que o juizeco me prestou,
fazendo-me perceber que castigo meus leitores com meus descuidos gramaticais, espero
que o juizeco e os promotores a ele associados respondam por seus crimes contra
a democracia brasileira, oportunizando a chegada de uma família de milicianos
ao governo.
sexta-feira, julho 12, 2019
terça-feira, julho 09, 2019
DESPEDIDA DESAFINADA A JOÃO GILBERTO
Perdoe-me o sambinha
desafinado
sambinha em uma nota só
"Hô-bá-lá-lá"...,
"Hô-bá-lá-lá"...,
Mas
esse sambinha,
cantado
triste assim
"Hô-bá-lá-lá"
Numa
nota só
"Hô-bá-lá-lá"
É
de um peito triste,
Descompassado
de saudade
Desafinando
em uma nota só,
O
adeus,
"hô-bá-lá-lá",
Em
que te ausentas
Barquinho
deslizando mar azul
Tardinha
caindo
"Hô-bá-lá-lá"...,
"Hô-bá-lá-lá"...,
Em
que te ausentas...
Em
que te ausentas...
Deixando
um coração desafinando
Desafinando
de saudade...
quinta-feira, julho 04, 2019
O MARIDÃO
- Menina, não te conto! Recebi uma carta anônima, com umas fotos do Serginho saindo de um motel acompanhado de um sujeito.
- Não, não diga! E você menina?
- Eu, bem, eu confio plenamente no Serginho! Mesmo assim, apresentei a ele as fotos.
- E ele, amiga?
- Ele disse não reconhecer o sujeito, que talvez fosse um cliente da empresa, que era normal aquele tipo de encontro com clientes. E embora não reconhecendo o sujeito e não lembrar se havia se encontrado ou não com ele naquele motel, pediu desculpas.
- E você amiga, e você?
- Bem, eu exigi que ele descubra quem me enviou as fotos. Serginho se comprometeu e já pediu para investigar o carteiro. Segundo ele, entregar cartas anônimas é crime.
- Menina, que maridão heinnn!!!
-Não é, menina!!! Meu conje é tudo de bom!!!
- Não, não diga! E você menina?
- Eu, bem, eu confio plenamente no Serginho! Mesmo assim, apresentei a ele as fotos.
- E ele, amiga?
- Ele disse não reconhecer o sujeito, que talvez fosse um cliente da empresa, que era normal aquele tipo de encontro com clientes. E embora não reconhecendo o sujeito e não lembrar se havia se encontrado ou não com ele naquele motel, pediu desculpas.
- E você amiga, e você?
- Bem, eu exigi que ele descubra quem me enviou as fotos. Serginho se comprometeu e já pediu para investigar o carteiro. Segundo ele, entregar cartas anônimas é crime.
- Menina, que maridão heinnn!!!
-Não é, menina!!! Meu conje é tudo de bom!!!
quarta-feira, julho 03, 2019
NO PAÍS DAS COISAS ABSURDAS
Altamiro
assistindo ao noticiário não entendia o que estava acontecendo. Para ele: “estão
fazendo tempestade em copo d’água!”. Comadre Zumirha tentava ilustrá-lo com a
seguinte história:
“No país das coisas
absurdas, houve uma festa e os convivas, após comer o bolo, que acharam divino,
passaram mal. Foram dias de calças arriadas, correndo pra casinha. Passado o
perrengue, convocaram o confeiteiro e o condecoraram pelo primor de bolo que
fizera. O confeiteiro, todo pampa, informou que havia adaptado uma receita
italiana, “usando ingredientes locais.” Soube-se, depois, que o confeiteiro
havia adulterado a receita, acrescentando um produto laxativo de
comercialização proibida. Chamado a se explicar, o confeiteiro se saiu assim: “eu
não me lembro se usei tal produto, é possível que tenha usado, mas se usei, não
vejo nada de mais, o importante é destacar que o bolo ficou excepcional”. Alguns
convivas davam-lhe razão: “um laxativo de comercialização proibida, era um
detalhe menor, no resultado final do bolo, que, diga-se de passagem, ficou
extraordinário”, parlamentou um. Outros queriam apenas saber quem havia
desmascarado o cozinheiro , porque: “isso não se fazia, era crime!”Houve
convivas, que embora continuassem a correr à casinha, postulava novas condecorações
ao confeiteiro”.
“Embora
eu não veja relação com o noticiário corrente”, manifestou Altamiro, “desconfio
que tais convivas cagaram o cérebro”. “Foi o que demonstraram domingo!”,
redarguiu Zumirha.
segunda-feira, julho 01, 2019
Assinar:
Postagens (Atom)
